Sobre

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Tentarei a poesia…
Despencam memórias, delírios
Prédios, abismos, o fruto da árvore
Despenca o ser em seu próprio sismo

O mundo não para, despenca caindo
A queda tateia eterna as entranhas
paredes imundas de excretas estranhas
entranhas são cegas, nada dizem

Despenca o dia, despenca a noite
Despenca o sol em seu horizonte

Alguns chamam de arte
Talvez a dor lhes seja mais branda
Alguns a acham nobre
Batem palmas quando podem

entranhas, abismos, queda eterna
tudo, de repente um!
já não tateiam mais, consomem:
como vermes precisam sair

para júbilo dos que riem…

há de tentar-se de tudo
tentarei a poesia…

AB

27 pensamentos sobre “Sobre

  1. Pingback: Sobre | GRITO POÉTICO

  2. Olá, Alessandra.

    Gostei muito do seu blog, ao qual fui entrando sem pedir licença. Enquanto ao meu: anda muito parado – como deve ter visto, outro livro acaba de sair e tudo que trata os últimos posts são sobre ele. Vou ver se coloco mais alguma coisa dos inéditos e não inéditos. Não obstante, esperando o livro-prova chegar para mim: estou é ocupado demais. Mais do que queria. Espero contatos.

    Um forte abraço.

    Signa: G. Goulart.

  3. Intenso,
    há de tentar-se de tudo
    tentarei a poesia…
    chamam de arte?
    Talvez a dor lhes seja mais branda.
    Intenso.
    Há de tentar-se de tudo!
    Desisti da poesia. Abri mão da arte.
    Escrevi na folha do meu corpo:
    esqueça os vermes, esqueça a queda,
    mas acima de tudo, esqueça a dor.
    Tentarei esquecer a dor.

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