Sucumbência

A tez pálida e fria já não pode suportar
que as horas voem sem que rumo possa dar
ao ser que em seu limite mais estreme sente
a mente esvaindo-se semente em planta broto
de seu ventre infértil de amor carente
como muda cresce insistente meio ao lodo
encharcado de ternura e amor onipresente
e o choro permanente segue em torrente
quanto mais te mostras mais me embriagas
a falta cresce e de muda animal silvestre
condenado a correr à exasperação rupestre
arisco e indomável arrebatando a vastidão
da mente devastada sucumbida ao coração.

AB

13 pensamentos sobre “Sucumbência

  1. Quando vi o título do poema pensei imediatamente na sucumbência do processo civil e em todos aqueles advogados brigando por dinheiro, rsrsrsrs. Quanto ao conteúdo do poema, não vou comentá-lo, pois não entendi…. Às vezes me acho muito insensível, superficial, ogro. Desculpe-me =(

    Me dou melhor com o pop e com a prosa. Minha leitura é muito objetiva e retilínea – resultado de anos lendo processos e petições prolixas =p

    Talvez eu esteja cansado, não sei, ou mesmo emburrecendo. Ler códigos mata neurônios.

    Bom, passei aqui para te avisar que o escritório de Direitos Autorais do Ministério da Cultura me enviou a certidão de registro da minha obra e como vc tem aquele post sobre direitos autorais, achei que vc gostaria de saber que as instituições públicas que trabalham com direitos autorais funcionam =)

    Pretendia escrever naquele post, para não avacalhar seu blog, mas como o título deste poema me chamou a atenção e me fez tecer o comentário acima, escrevi aqui mesmo.

    Inté!

  2. Eu creio que você pensou em uma mãe grávida que sabe que irá perder (aqui entra a sucumbência) o filho para a vida, mais cedo ou mais tarde.

    O “ser” é a mãe, “semente em planta broto” é o nascituro, “ventre infértil de amor carente” e “lodo encharcado de ternura e amor onipresente” é o útero, “falta” é ausência, “condenado a correr à exasperação rupestre arisco e indomável arrebatando a vastidão”, sou eu tomando minhas próprias decisões (mais quebrando a cara do que acertando, rs), “mente devastada sucumbida ao coração” é a mãe resignada frente ao ciclo da vida.

    Bom, é isso que entendi.

    Abraços!

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