DNA

Alastrado sob a pele como vida
Extirpá-lo tentei, inutilmente:
Raiz não concreta, da mais resistente
Matéria densa se mistura e se estranha
Mas essência ao misturar-se, se emaranha
Se nega ou afirma pouco se dá
Consigo presente sigo igualmente:
Corre-me no sangue alterado e pela veia
Onde me flui a vida e seu DNA passeia.
Sob o céu todos são afeiçoáveis
E num comum movimento inverso
Adentram-nos e se tornam confiáveis
Erigindo castelo de alicerce duvidoso
Onde almas se acorrentam incompatíveis
Ao invés de expandirem-se no venturoso:
Razão real do amor todo-poderoso.
Se nega ou afirma pouco se dá
Consigo corrente na veia igualmente:
Não mais embrionária, vegetativa ou dormente
Trago a alma de vida insuflada ainda que ausente.

AB

12 pensamentos sobre “DNA

  1. Oi, Alessandra!
    Muito obrigada por seguir o blog. Aliás, fiquei curiosa para saber como você chegou a ele, e fiquei surpresa por ter sido a primeira pessoa a me seguir, rs. Não costumo divulgar o que ponho lá. Ainda estou engatinhando com o wordpress…
    Adorei aqui e achei lindos os seus poemas.
    Um beijo!

    • Que curioso, Amanda, você é a terceira pessoa que diz que estou seguindo sem que eu tenha tido contato com o blog. Entrei lá ainda agora e pelo “Seguir” disponível pude confirmar. Agora estou! Aliás só do nome já gostei bastante: espero poder ver seus posts logo mais 🙂 Fico feliz que você tenha gostado dos poemas. Obrigada! Beijo

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